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UNIÃO HARMONIA | Clubes da segunda divisão pedem ajuda à Federação Gaúcha de Futebol

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O União Harmonia Futebol Clube, único representante de Canoas entre as agremiações profissionais de futebol no Estado, junta-se a demais 14 clubes participantes do Campeonato Gaúcho da Segunda Divisão, para pedir um repasse financeiro à Federação Gaúcha de Futebol (FGF). A competição, que classifica dois clubes para a Divisão de Acesso 2021, teria início dia 5 de abril, o que não aconteceu diante da pandemia do Coronavírus. 

Em documento formulado pelo vice-presidente do União Harmonia, Cléu Fontoura, e assinado por representantes dos outros 14 clubes e enviado nesta segunda-feira à FGF, os clubes explicam a necessidade de cada solicitante receber a quantia mensalmente, por um período mínimo de três meses, “em virtude do cenário mundial catastrófico que estamos vivendo por conta da pandemia avassaladora do Covid-19”.

Os dirigentes das agremiações requerentes (além do União Harmonia: Doze Horas, Farroupilha, Gaúcho, Marau, Nova Prata, Novo Horizonte, PRS, Real, Riograndense, Riopardense, Santa Cruz, Santo Ângelo, São Borja e Três Passos) alegam que, como a sociedade em geral ante a calamidade pública que atacou em cheio a todos, os clubes também se encontram sem perspectiva a curto prazo.

Entre os 15 times que assinam o documento e pretendem disputar a Segunda Divisão Gaúcha, há 512 postos de trabalho (atletas, gestores, comissão técnica, manutenção de infraestrutura) atuando diretamente no futebol – e que estão fora do perfil para buscar ajuda do governo federal e da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que anunciou ajuda de R$ 19 milhões a clubes das séries C e D e das séries A1 e A2 do futebol feminino.

Sem receitas

Conforme o documento, considerando que ainda não houve deliberações ou anúncio dos rumos para a Segunda Divisão, “até porque seria impossível, dadas as circunstâncias”, estamos sem receber a maior parte de nossas receitas, oriundas de rendas de bilheteria e de patrocinadores, mas as folhas de pagamento, os encargos sociais e demais despesas inerentes à manutenção da vida do futebol gaúcho continuam.

É para nos impedir de perecer, dizem os mandatários dos clubes na carta endereçada à FGF. O pedido é para atender emergencialmente, mesmo que de forma parcial, as despesas com os contratos vigentes, firmados antes da instalação da crise e na certeza de que os campeonato seriam disputados.

Os clubes pedem ajuda para evitar o encerramento de suas atividades e a posterior avalanche de reclamatórias trabalhistas, já que o inadimplemento dos pagamentos de atletas e funcionários foi a primeira consequência da paralisação das atividades.

Além disso, é requerida também a isenção de taxas futuras cobradas por FGF e CBF por inscrição de atletas e rescisões contratuais, por exemplo.

Foto: Moreno Carvalho | Ponto Multimídia

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